Leo Ramirez/AFP
Leo Ramirez/AFP

Chávez toma remédio 100 vezes mais potente que morfina para a dor

Presidente sente fortes dores devido ao 'avanço do câncer nos ossos', diz jornal

02 de junho de 2012 | 15h39

CARACAS - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, toma um opiáceo "100 vezes mais forte que a morfina" para aliviar as fortes dores que sente devido ao "persistente avanço do câncer nos ossos", revelou neste sábado o jornal espanhol ABC, que cita um "relatório de inteligência".

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O periódico indica que, além desse remédio, denominado "fentanilo", os médicos também lhe fornecem bisfosfonato para combater a progressão da metástase e corticosteroides para aliviar os efeitos secundários da radiação e da quimioterapia.

O ABC garante ter tido acesso ao "último relatório de inteligência" elaborado a partir das recomendações médicas da equipe que atende ao líder venezuelano.

As mesmas fontes confirmam que Chávez sofre um rabdomiossarcoma, tumor maligno nos músculos aderidos aos ossos, com metástases.

A reportagem indica que pelo menos parte da equipe médica estima, de acordo com o relatório de inteligência, que, "se não houver uma recaída inesperada, o presidente Chávez poderia chegar às eleições" presidenciais de 7 de outubro.

A candidatura de Chávez para o pleito foi registrada nesta sexta-feira no Conselho Nacional Eleitoral (CNE) durante o primeiro dia do prazo formal para que os partidos apresentem seus postulantes.

Segundo o relatório citado pelo ABC, os sintomas posteriores do tratamento de Chávez em Cuba - que inclui radiação e quimioterapia -, como forte dor e grande ansiedade, são "especialmente preocupantes e, em algum momento, seu corpo não será capaz de superá-lo".

O texto destaca que os tratamentos servem "para combater a propagação do câncer, não para erradicá-lo".

 
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