EFE/ Marcelo García
EFE/ Marcelo García

Chavismo assegura que impediu novo complô contra Maduro

Segundo o ministro das Comunicações, o plano incluía o assassinato do presidente e a proclamação de um general da reserva como chefe de Estado

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2019 | 18h12

CARACAS - O governo venezuelano assegurou nesta quarta-feira ter frustrado um plano de golpe de Estado que incluía o assassinato do presidente Nicolás Maduro e a proclamação de um general da reserva como chefe de Estado.

“Estivemos em todas as reuniões do planejamento do golpe. Estivemos em todas as conferências”, disse o ministro de Comunicações, Jorge Rodríguez, ao indicar que o governo teve pessoas infiltradas no complô, que envolvia oficiais da ativa e na reserva e deveria ter sido executado entre domingo e segunda-feira.

Pelo menos seis dos envolvidos foram detidos, disse o ministro na TV. Ele apresentou o testemunho de um deles – o tenente Carlos Saavedra – e gravações de videoconferências nas quais se planejou a suposta intentona.

Quatro dos militares foram presos na sexta-feira, segundo já havia denunciado na terça-feira o líder opositor Juan Guaidó. De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, junto com eles também foram detidos dois comissários da polícia científica.

Saavedra disse que é sobrinho do general da reserva Ramón Antonio Lozada Saavedra, detido nesta quarta-feira no Estado de Barinas (oeste). De acordo com o ministro das Comunicações, o testemunho de Saavedra e as conferências indicam que o plano incluía a tomada de três destacamentos – como a base aérea La Carlota, em Caracas – e a fuga da prisão do ex-general Raúl Baduel para proclamá-lo presidente do país.

“Era um golpe de Estado militar contra Guaidó ou contra o presidente Maduro?”, ironizou Rodríguez sobre o líder opositor, que se proclamou presidente interino em 23 de janeiro e foi reconhecido por mais de 50 países, entre eles os EUA.

Baduel foi ministro de Defesa de Hugo Chávez, que morreu em 2013, e foi rebaixado por Maduro em 2018 juntamente com o general Antonio Rivero que, segundo o governo, vive na República Dominicana e liderava a conspiração. Rodríguez sustentou que os governo de Colômbia, Chile e EUA estavam envolvidos no plano, que incluía levar Baduel para Bogotá caso o levante fracassasse.

Guaidó incitou em 30 de abril uma sublevação contra Maduro, mas, segundo informações, os militares que prometeram aderir à sublevação desistiram na última hora. Os confrontos entre manifestantes e as forças de segurança deixaram dezenas de mortos e feridos./ AFP

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