Palácio Miraflores / Reuters
Palácio Miraflores / Reuters

Chavismo convoca marcha contra EUA após notícia do ‘NYT’ sobre golpe

Governo Maduro critica Washington por ter recebido militares dissidentes venezuelanos para falar sobre possível golpe contra a Venezuela

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2018 | 21h16

WASHINGTON - O governo de Nicolás Maduro reagiu neste domingo (9) a um artigo do jornal The New York Times e considerou “inaceitável e injustificável” que funcionários da administração do presidente Donald Trump tenham se reunido em segredo com militares venezuelanos rebeldes sobre um golpe contra o presidente Maduro.

O NYT, citando funcionários americanos em condição de anonimato e um ex-militar venezuelano, afirmou que os EUA decidiram não levar adiante o plano dos dissidentes.

“A Venezuela reitera sua denúncia e condena as contínuas agressões promovidas pelo governo dos EUA contra o presidente Nicolás Maduro, eleito democraticamente e reeleito por ampla margem eleitoral em maio”, afirmou o chanceler venezuelano, Jorge Arreaza.

O chavismo convocou para esta terça-feira uma manifestação “contra o imperialismo”. “O governo dos EUA reconhece ter se reunido ao menos três vezes com militares golpistas para nos dar um golpe de estado”, afirmou o presidente da Constituinte, Diosdado Cabello, ao pedir a participação no protesto.

Frequentemente, o chavismo se defende das acusações que sofre dos opositores e de outros países dizendo ser vítima de tentativas de desestabilização de EUA e Colômbia.

Neste domingo, o governo americano também reagiu à publicação do NYT e afirmou que mantém sua política e optando por uma transição democrática e ordenada na Venezuela, por meios pacíficos. 

Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Garret Marquis, uma solução duradoura às crises econômica e política na Venezuela só pode ser alcançada “pela restauração da governança por práticas democráticas, o estado de direito e o respeito aos direitos humanos”. 

“O governo dos EUA escuta frequentemente as preocupações de venezuelanos, sejam membros do partido governante, das forças de segurança, representantes da sociedade civil ou algum dos milhões de cidadãos forçados a deixar o país”, acrescentou Marquis, em uma publicação no Twitter. / AFP e AP

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