Miraflores Palace/Handout via REUTERS
Miraflores Palace/Handout via REUTERS

Chavismo convoca passeata após rejeitar prazo da oposição para ratificar diálogo com governo

Secretário-executivo da Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, advertiu que na próxima reunião, aliança ‘avaliará’ os gestos do governo para confirmar o processo

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2016 | 10h13

CARACAS - O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, considerou uma ameaça o prazo estabelecido pela oposição venezuelana para ratificar o diálogo com o governo de Nicolás Maduro, e reforçou a convocação de uma passeata para esta quinta-feira, 3.

"Hoje a direita nos deu prazo de 10 dias, (...) voltou a nos ameaçar. Falar com a oposição é falar com o nada, assim ninguém tem a palavra. Farei o que tiver de fazer para ajudar o companheiro Nicolás Maduro", disse Cabello em seu programa semanal no canal estatal VTV.

O secretário executivo da coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesús Torrealba, advertiu que na próxima reunião plenária para o diálogo, marcada para 11 de novembro, a aliança "avaliará" os gestos do governo para confirmar o processo.

Após o início, no domingo, das conversações com a mediação do Vaticano e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), a MUD anunciou na terça-feira a suspensão de um julgamento parlamentar contra Maduro por sua responsabilidade política na crise, assim como de uma mobilização convocada para quinta-feira até o palácio governamental de Miraflores. Mas o governo pretende manter uma manifestação convocada para o mesmo local. "Eu sou chavista e amanhã (quinta-feira) vou ao palácio de Miraflores", disse Cabello.

Ao justificar a suspensão do protesto da oposição, Henry Ramos Allup, presidente do Parlamento (controlado pela MUD), afirmou que o Vaticano pediu moderação "de parte a parte" das passeatas convocadas na semana passada. Cabello, no entanto, destacou que "Ramos Allup não pode falar em nome do chavismo".

Apesar da determinação da MUD, estudantes opositores mantêm a convocação para uma marcha até Miraflores, assim como Lilian Tintori, mulher do dirigente detido Leopoldo López. Ela iniciou na quarta-feira à noite uma vigília diante da prisão em que o marido está preso, e afirmou que não tem informações sobre ele desde sexta-feira.

A oposição venezuelana afirmou que aguarda “eventos decisivos” com relação ao diálogo marcado para o dia 11, data limite em que espera alcançar os resultados pretendidos. Ramos Allup disse que nos próximos dias acontecerão “eventos interessantes e decisivos” em meio às conversas entre oposição e governo. / AFP e EFE

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