AP Photo/Fernando Llano
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Chavismo distribui remédios e alimentos na fronteira com a Colômbia

Governo Maduro entregou analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios para dezenas de pessoas na cidade de Ureña; também foram distribuídas cestas básicas pelos Comitês Locais de Abastecimento e Produção, acusados pela oposição de fazerem 'controle social'

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2019 | 08h51

UREÑA, VENEZUELA - O governo da Venezuela distribuiu remédios e alimentos na segunda-feira na fronteira com a Colômbia, no momento em que Juan Guaidó, líder opositor reconhecido como presidente interino por vários países, intensifica a campanha para permitir a entrada de ajuda humanitária americana.

Medicamentos como analgésicos, antibióticos e anti-inflamatórios, muitos em falta no país, foram distribuídos gratuitamente a dezenas de pacientes.

Ao fundo era possível observar o bloqueio dos militares venezuelanos na ponte de Tienditas, que liga as cidades de Cúcuta, na Colômbia, e Ureña, na Venezuela. A região tem uma forte presença das Forças Armadas.

Libio Rodríguez, 66 anos, elogiou a ajuda e expressou apoio ao governo de Nicolás Maduro. Ele repetiu o discurso do governo e disse que os alimentos e remédios enviados pelos EUA a Cúcuta a pedido de Guaidó são um pretexto para uma intervenção militar.

Muitas pessoas aguardavam por remédios. Outras esperavam por alimentos que o governo distribui a preços subsidiados em zonas populares, sob o programa batizado Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP), que a oposição denuncia como um "mecanismo de controle social".

Maduro se nega a aceitar a ajuda internacional e afirma que não existe crise humanitária no país, apesar das consequências do colapso econômico, com hiperinflação projetada para 10.000.000% pelo FMI para este ano e a falta produtos básicos. 

O presidente alega que a crise é provocada pelas sanções impostas por Washington a Venezuela e à estatal petroleira PDVSA.

Uma coordenadora dos CLAP em Tienditas, onde moram 1.500 famílias, afirmou que "mais que ajuda humanitária é necessário o desbloqueio econômico".

A ponte de Tienditas ainda não foi inaugurada. O local seria liberado em 2016, mas o fechamento temporário da fronteira comum de 2,2 mil quilômetros - ordenado por Maduro no fim de 2015 e suspenso meses depois - atrasou a abertura.

De acordo com a imprensa, a ponte seria uma das vias de entrada da ajuda humanitária.

Guaidó, que em 23 de janeiro se autoproclamou presidente interino, depois que o Parlamento declarou Maduro "usurpador" - denunciando uma reeleição com votação fraudulenta -, pede às Forças Armadas que permitam a passagem da ajuda. / AFP

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