REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
REUTERS/Carlos Garcia Rawlins

Opositores venezuelanos marcham em homenagem aos mortos nos protestos contra Maduro

Durante a manhã, os pontos de acesso a Caracas e 11 estações de metrô foram fechados para impedir o fluxo de manifestantes

O Estado de S.Paulo

22 Abril 2017 | 13h08
Atualizado 24 Abril 2017 | 12h29

CARACAS - Vestidos de branco, opositores venezuelanos marcharam neste sábado, 22, em homenagem aos 11 mortos na repressão aos protestos das últimas três semanas no país. Contingentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) e da polícia protegiam setores e acessos estratégicos da capital enquanto alguns manifestantes se reuniam em alguns pontos definidos por líderes da oposição.

O governo venezuelano havia fechado na parte da manhã os pontos de acesso a Caracas e 11 estações de metrô para impedir o fluxo de manifestantes. Atos similares estavam previstos para ocorrer em outros Estados do país.

A Polícia Nacional Bolivariana (PNB) liberou a passagem da marcha opositora pelo oeste de Caracas, que pretendia chegar à sede da Conferência Episcopal. Algumas pessoas, no entanto, que tentaram aderir ao movimento pela Estrada Francisco Fajardo - a principal via expressa da capital - foram expulsas com gás lacrimogêneo e tiveram que pegar caminhos alternativos.

Apesar do episódio, até o momento não há informações sobre feridos. Esta é a primeira vez nas últimas semanas que os opositores conseguem avançar em uma caminhada desde que começou a onda de protestos contra o governo Maduro.

A mobilização de milhares de opositores, chamada de "Marcha do Silêncio", inicialmente foi impedida por um grupo de policiais. Eles disseram aos organizadores do protesto que o avanço da multidão estava restrito ao município de Libertador, em Caracas, para evitar os focos de violência que surgiram em algumas ocasiões anteriores. No entanto, pouco depois, a PNB anunciou que as autoridades permitiriam que o grupo seguisse por uma rota alternativa.

Ainda neste sábado, o governador do Estado de Miranda, Henrique Capriles, acusou o governo do presidente Nicolás Maduro de queimar a sede de uma autarquia estadual administrada pela oposição.

Na sexta-feira à noite foram registrados pequenos protestos e focos de distúrbios em uma área de Petare e Palo Verde, zona leste de Caracas. As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar as manifestações. Testemunhas afirmaram que homens armados percorreram as ruas em motos e provocaram pânico. / EFE e AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.