AP Photo/Rodrigo Abd
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Militares fiscalizam racionamento de gasolina na Venezuela

Após agravamento na escassez de combustível, soldados chavistas tomaram controle de postos de gasolina no interior do país

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2019 | 18h37

CARACAS - O Exército da Venezuela supervisiona neste domingo, 19,  o racionamento de gasolina em diversos Estados do país em meio ao agravamento da escassez de combustível, que levou motoristas a esperar por horas para poder abastecer seus veículos. O governo admitiu a falta de gasolina, mas a atribuiu às sanções impostas pelos Estados Unidos. 

“Eles tomaram controle das bombas”, disse Rocio Huerta, gerente de um posto de gasolina em Maracaibo. “A cada cinco horas uma divisão de inteligência do Exército vem medir quanto combustível ainda temos.”

O país, afetado por uma grave crise econômica, viu a distribuição de gasolina piorar depois de a segunda maior refinaria do país parar de funcionar e de as sanções americanas contra o petróleo venezuelano e começarem a atingir a produção local de combustível. 

O ministro do Petróleo Manuel Quevedo disse que a indústria de combustíveis do país está “sob ataque” do governo americano, o que causou problemas no abastecimento. O Ministério da Informação não quis comentar a crise. 

Racionamento de gasolina atinge interior da Venezuela

Por conta do racionamento, em San Cristóbal, no Estado de Táchira, soldados da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) limitavam a 40 litros por veículo o limite de gasolina – o equivalente a um tanque cheio de um carro popular. Revoltados, moradors tomaram as ruas da cidade com barras de metal, troncos e lixo queimado. 

“Como um país pode funcionar assim?”, questionou Antonio Tamariz, de 58 anos, que espera há dias para abastecer o carro. “Ninguém explica o porquê de haver tantas filas. Estão perdendo o controle da situação.”

Em Puerto Ordaz, polo industrial do sudeste do país, em Punto Fijo, no noroeste, e em Maracaibo, a situação se repetiu, com os limites de combustível racionado variando de 40 para 30 e 20 litros, respectivamente. 

Em Caracas, ainda há poucos relatos de escassez e racionamento, uma vez que o governo do presidente Nicolás Maduro privilegia a capital para o fornecimento de gasolina e energia elétrica. 

Com pouca gasolina nas bombas, o racionamento em Maracaibo durou algumas horas. A cidade convive também com cortes diários de luz e falta de coleta de lixo. / REUTERS  

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