Chavismo reconhece que dissidentes do serviço secreto permitiram fuga de Leopoldo López

Chavismo reconhece que dissidentes do serviço secreto permitiram fuga de Leopoldo López

Opositor venezuelano diz que agentes que monitoravam sua prisão domiciliar declararam lealdade a Juan Guaidó

Redação, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2019 | 10h31

O número dois do governo chavista Diosdado Cabello reconheceu na tarde desta terça-feira, 30, que o líder opositor Leopoldo López deixou a prisão domiciliar em Caracas com o auxílio de agentes do serviço secreto, o Sebin, que aderiram à oposição na tentativa de golpe na Venezuela.

De acordo com Diosdado, citado pelo portal noticioso Efecto Cocuyo, houve um adiamento proposital na troca da guarda para que López deixasse a casa. 

O autodeclarado presidente interino Juan Guaidó deu uma versão similar para a fuga de López ao jornal digital Alberto News. Segundo ele, os agentes que mantinham seu padrinho político em prisão domiciliar reconheceram o governo interino. 

López, também segundo o  Alberto News foi além e disse que esses agentes reconheceram um decreto da Assembleia Nacional, controlada pela oposição, que anulava a prisão do líder do partido Voluntad Popular, condenado pelo chavismo a 14 anos de prisão por liderar protestos de 2014 contra o presidente Nicolás Maduro.

A Venezuela amanheceu hoje sob uma tentativa da oposição e setores das Forças Armadas de derrubar Maduro. Guaidó, López e outros líderes opositores se reuniram na Base Aérea de La Carlota, em Caracas, onde obtiveram apoio de parte da guarnição. A oposição pediu que a população tome as ruas do país contra Maduro. 

Guaidó diz que há apoio em outros quartéis, mas ainda não há confirmação independente dessa declaração. O governo diz que a tentativa de golpe será debelada e convocou a população para defender o Palácio de Miraflores. 

O metrô de Caracas foi fechado por autoridades chavistas para dificultar a circulação de pessoas na cidade. 

 

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