EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Chavista discutirá lei de anistia com famílias de opositores presos

Grupo que apresentou projeto à Assembleia Nacional quer apoio do chefe da Defensoria do Povo à iniciativa

O Estado de S. Paulo

18 Janeiro 2016 | 20h22

CARACAS - O chefe da Defensoria do Povo da Venezuela, o chavista Tareck William Saab, anunciou nesta segunda-feira, 18, que se reunirá depois de amanhã com representantes e parentes dos opositores presos, que pediram a ele seu apoio para a aprovação de uma lei de anistia. 

“Nesta quarta-feira, vamos receber as pessoas que hoje se manifestaram nas adjacências da Defensoria do Povo e, na sexta-feira, vamos receber parentes do comitê de vítimas das guarimbas (barricadas) que também pediram para ser recebidos”, explicou. 

As declarações do chavista foram dadas após uma manifestação diante do prédio da Defensoria do Povo. O ato foi liderado por Lilian Tintori, mulher do opositor preso Leopoldo López, que estava acompanhada dos advogados do prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e parentes de outros opositores presos. Eles pediram a Saab que interceda junto ao governo para a aprovação de uma lei de anistia. 

Na semana passada, o grupo apresentou ao Legislativo um projeto de anistia que permitiria a libertação de, entre outros, López, condenado a quase 14 anos por incitar a violência durante os protestos contra o governo no dia 12 de fevereiro de 2014 – que resultaram nas mortes de três pessoas. 

O Defensor do Povo disse que não opinaria sobre a lei que, segundo ele, “ainda não havia sido apresentada de maneira oficial”. Segundo Saab, “quando a lei for distribuída na Assembleia Nacional, a Defensoria do Povo emitirá opinião que tornará pública nacionalmente”. 

“A Defensoria do Povo tem mantido com as pessoas privadas de liberdade uma atenção direta e permanente. Temos alcançado medidas substitutivas de liberdade e feito tramitar múltiplas outras humanitárias”, afirmou Saab, referindo-se a Ledezma e Daniel Ceballos, que passaram ao regime de prisão domiciliar após um período de encarceramento. / EFE 

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