EFE/Joédson Alves.
EFE/Joédson Alves.

Chavista dissidente acusa governo venezuelano de contratar capangas para matá-la

Luisa Ortega visita Costa Rica e diz que seu objetivo é empreender ‘cruzada continental’ contra o chavismo

O Estado de S.Paulo

28 Agosto 2017 | 17h39

SAN JOSÉ - A ex-procuradora-geral da Venezuela, a chavista dissidente Luisa Ortega Díaz, acusou nesta segunda-feira, 28,  o chavismo de contratar matadores de aluguel para assiná-la por denunciar casos de corrupção do governo do presidente Nicolás Maduro. 

“Venho especificamente para denunciar à procuradoria da Costa Rica e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) que estou sendo perseguida e o governo contratou capangas para acabar com a minha vida”, disse ela em San José. “O mesmo acontece com procuradores aqui na Costa Rica.”

Ela chegou nesta segunda-feira ao país centro-americano, que sedia a CIDH – braço para direitos humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). A agenda dela no país não foi completamente divulgada. 

Na semana passada, ela esteve no Brasil, depois de fugir da Venezuela para a Colômbia. Em Brasília, ela detalhou acusações de corrupção contra Maduro e o número dois do chavismo, o deputado constituinte Diosdado Cabello. 

Segundo Ortega, seu objetivo é lançar uma “cruzada continental” para denunciar o chavismo. “Não é possível fazer Justiça na Venezuela, principalmente em casos de direitos humanos e corrupção”, concluiu. 

O chavismo ainda não respondeu às acusações da dissidente. /AFP

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