EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Chavista dissidente acusa Maduro de práticas dignas de Hitler e Stalin

Funcionários públicos eram coagidos para votar na Constituinte, diz Luisa Ortega em entrevista ao diário 'El Mercurio'; presidente da Colômbia oferece asilo

O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 12h00
Atualizado 21 Agosto 2017 | 13h09

BOGOTÁ  -  A ex-procuradora-geral da Venezuela, a chavista dissidente Luisa Ortega Díaz acusou o governo do presidente Nicolás Maduro de obrigar funcionários públicos a votar no chavismo na eleição da Assembleia Nacional Constituinte do mês passado. Em entrevista ao diário chileno El Mercúrio, ela acusou o governo bolivariano de adotar práticas de "Hitler e Stalin". 

"Funcionários públicos eram coagidos para votar", disse a ex-chefe do Ministério Público venezuelano, que fugiu do país na semana passada após ter os bens congelados e o passaporte confiscado. "Isso é uma maneira de escravizar o povo."

Ortega disse ainda que pretende montar um blog onde publicará opiniões e informações sobre questões penais relativas à Venezuela e à intervenção chavista no MP local.

A ex-procuradora disse também que sua destituição é um "capricho" do presidente Nicolás Maduro e um sinal de que o país caminha rumo à ditadura.

Proteção. No fim da manhã, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que Ortega está "sob proteção" no país e receberá asilo diplomático se o requerer. /EFE

 

 

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