EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Chavista dissidente deixa a Colômbia em voo rumo ao Brasil

Segundo o órgão, ela fez os trâmites de imigração correspondente perante as autoridades locais; a princípio, Ortega participaria de um encontro de procuradores em Brasília

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2017 | 14h16
Atualizado 22 Agosto 2017 | 16h35

BOGOTÁ - O Departamento de Imigração da Colômbia informou nesta terça-feira, 22, que a chavista dissidente Luisa Ortega Díaz, ex-procuradora-geral da Venezuela, deixou o país rumo ao Brasil.

Segundo o órgão, ela fez os trâmites de imigração correspondente perante as autoridades locais. A princípio, Ortega participaria de um encontro de procuradores em Brasília. 

Em comunicado enviado ao site antichavista La Patilla, Ortega prometeu revelar em Brasilia provas de corrupção que incriminam Maduro e seus colaboradores mais próximos. “Ratificarei minha denúncia sobre a ruptura constitucional na Venezuela”, disse Ortega. “Reitero meu compromisso com a paz e a volta das liberdades usurpadas pela ditadura. Não abandonem a Venezuela.”

Em uma entrevista coletiva em Caracas, Maduro disse, sem oferecer provas,  que Ortega fingiu por anos ser chavista enquanto colaborava com o governo americano. 

Mais cedo, a imprensa colombiana noticiou que ela partiria para os Estados Unidos. Segundo a "Blu Radio", Ortega se reuniu neste fim de semana com diplomatas americanos e aceitou viajar para o país, onde pediria asilo político.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse ontem no Twitter que a ex-procuradora-geral está "sob proteção do governo da Colômbia" e indicou que daria asilo a ela se o pedido for feito.

Ortega Díaz foi destituída do cargo no dia 5 de agosto por "atos imorais" pela Assembleia Nacional Constituinte. Antes aliada do chavismo, ela se tornou uma das principais críticas de Maduro após a convocação da eleição da assembleia e se tornou inimiga do governo.

Já o marido da ex-procuradora-geral é alvo de uma ordem de captura após ter sido acusado pela Constituinte e por Saab de ser parte de um esquema de extorsão dentro do Ministério Público. / EFE

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