EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ
EFE/MIGUEL GUTIÉRREZ

Chavista dissidente deve deixar a Colômbia e ir para os EUA

Luisa Ortega Díaz se reuniu neste fim de semana com diplomatas americanos e aceitou viajar para o país, onde pediria asilo político

O Estado de S.Paulo

22 Agosto 2017 | 11h46

BOGOTÁ - A ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Díaz Ortega, que chegou na sexta-feira a Bogotá acompanhado de seu marido, o deputado chavista Germán Ferrer, deixará a Colômbia nas próximas horas para viajar aos Estados Unidos.

Segundo a "Blu Radio", Ortega se reuniu neste fim de semana com diplomatas americanos e aceitou viajar para o país, onde pediria asilo político.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse ontem no Twitter que a ex-procuradora-geral está "sob proteção do governo da Colômbia" e indicou que daria asilo a ela se o pedido for feito.

Membros do governo de Nicolás Maduro responderam de forma imediata às declarações de Santos. O novo procurador-geral da Venezuela, Tarek Saab, disse que esse apoio mostra que a Colômbia é o "epicentro da conspiração internacional" contra o país.

"Bogotá se transformou em um centro de conspiração contra a democracia e a paz na Venezuela. Vergonha histórica do Caim da América", afirmou, por sua vez, o ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

Ortega Díaz foi destituída do cargo no dia 5 de agosto por "atos imorais" pela Assembleia Nacional Constituinte. Antes aliada do chavismo, ela se tornou uma das principais críticas de Maduro após a convocação da eleição da assembleia e se tornou inimiga do governo.

Já o marido da ex-procuradora-geral é alvo de uma ordem de captura após ter sido acusado pela Constituinte e por Saab de ser parte de um esquema de extorsão dentro do Ministério Público.  / EFE

 

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