EFE/MIGUEL GUTIERREZ
EFE/MIGUEL GUTIERREZ

Chavista diz que bombas de fezes lançadas por manifestantes são 'armas bioquímicas'

Inspetora-Geral dos Tribunais da Venezuela, Marielys Valdéz, qualifica as 'puputov' - como são chamadas as bombas de fezes - de arma química e diz que uso nos protestos contra Nicolás Maduro pode afetar pessoas vulneráveis

O Estado de S.Paulo

11 Maio 2017 | 09h43

CARACAS - A Inspetora-Geral dos Tribunais da Venezuela, Marielys Valdéz, afirmou na quarta-feira, 10, que as chamadas "puputov" - bombas de fezes lançadas na polícia durante os protestos contra o presidente Nicolás Maduro - constituem "armas bioquímicas".

"É uma arma biológica (...). O uso de armas bioquímicas é um crime completamente tipificado que prevê penas severas", declarou Marielys em entrevista ao canal estatal VTV.

"O uso de armas 'químicas', neste caso fezes humanas e de animais, gera consequências, pode afetar a água e contaminar terrivelmente. Pessoas especialmente vulneráveis, crianças e idosos, podem contrair hepatite ou infecções com bactérias", disse Marielys.

Frascos repletos de excrementos têm sido atirados contra policiais e membros da Guarda Nacional Bolivariana (GBN) durante a atual onda de protestos contra Maduro, que já deixou 39 mortos e centenas de feridos em 40 dias. 

Durante a grande passeata realizada na quarta-feira, em Caracas, jovens explicaram que decidiram usar as bombas de fezes diante do "aumento da repressão" por parte das forças do governo.

Os "puputov" foram utilizados no fim de semana passado em um protesto em Los Teques, subúrbio de Caracas, após o qual se popularizaram nas redes sociais e se espalharam pelas ruas. / AFP

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