Jorge Silva/Reuters e Marco Bello/Reuters
Jorge Silva/Reuters e Marco Bello/Reuters

Chavista diz que Lilian Tintori tem plano para desacreditar militares

Número dois do chavismo rebate denúncia feita pela mulher do opositor Leopoldo López, de que teria sofrido abuso durante revista na prisão onde ele está detido

O Estado de S. Paulo

21 Janeiro 2016 | 14h46

CARACAS - O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, afirmou que as denúncias de Lilian Tintori, mulher do líder opositor preso Leopoldo López, de que foi objeto de supostas humilhações das autoridades carcerárias na prisão de Ramo Verde são parte de uma campanha para desacreditar os militares venezuelanos.

"Vamos demonstrar como dão a ordem para montar uma campanha internacional contra (...) a Força Armada Nacional Bolivariana", disse Cabello em seu programa transmitido pela TV estatal.

O deputado governista divulgou o áudio de uma suposta conversa entre Lilian e López, na qual os dois estariam tratando de um plano para desacreditar as autoridades responsáveis pela penitenciária militar de Ramo Verde, na região de Caracas, onde o líder opositor cumpre uma condenação de quase 14 anos de prisão.

"Vamos com tudo", afirma supostamente Lilian na conversa que teria sido gravada no dia 2, de acordo com Cabello.

Por sua vez, a voz atribuída por Cabello a López pede que ela tente encontrar "aliados" para denunciar o coronel Viloria" à Procuradoria venezuelana, à imprensa, a organizações internacionais, como as Nações Unidas e a OEA, e não governamentais para ampliar o alcance da "estratégia de comunicação".

"Como é possível que montem uma campanha desta natureza e alguém escute uma senhora dizer que revistaram até sua roupa íntima? Por Deus, que vergonha", afirmou Cabello.

Na terça-feira, Lilian denunciou à imprensa que o coronel José Viloria Soto, que administra a segurança de Ramo Verde, a obrigou a tirar a roupa, incluindo as roupas íntimas, durante a revista para entrar na prisão.

Acusado por Lilian de dar ordens aos guardas para torturar seu marido, Cabello afirmou que "nunca antes" havia falado com Viloria até convocá-lo para expressar solidariedade ante as denúncias e ratificar sua disposição a "defender os militares da pátria".

Na quarta-feira, Lilian se reuniu com o defensor do povo, Tarek William Saab, e com parentes de outros "presos políticos" para exigir apoio à libertação dos dissidentes detidos. / AFP 

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