Chavistas denunciam golpe de Estado e repressão

Dois dirigentes partidários do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez disseram hoje que ele foi deposto por um golpe de Estado e negaram que tenha renunciado, além de denunciar que está em curso uma "feroz repressão" contra partidários do ex-mandatário. O governador do estado de Táchira, Ronald Blanco de la Cruz, também desconsiderou as autoridades designadas após a derrubada de Chávez, em declarações publicadas hoje pelo jornal El Universal na edição na Internet.Outro chavista que denunciou um golpe de Estado foi o deputado Francisco Ameliach, falando a uma emissora de rádio. "O presidente Chávez não renunciou. Foi detido. Foram buscá-lo em Miraflores (o Palácio do Governo) e o levaram. Está detido", disse Ameliach, cujas declarações foram interrompidas abruptamente pouco depois. "Chávez se entregou sob a pressão de que iam enviar forças militares para enfrentar a Guarda de Honra (que lhe era leal)".Ameliach insistiu "em golpe de Estado", e denunciou "um plano muito bem concebido" para tirar Chávez. "Exigimos respeito à Constituição, às sete eleições populares que avalizaram sua ascensão ao poder".O deputado qualificou de arbitrária a designação de Pedro Carmona para presidente interino e afirmou que "o que se pretendeu foi vender a tese de que os assassinatos (de ontem nas manifestações) foram provocados pelos Círculos Bolivarianos (promovidos por Chávez)". "Nós sabemos que a Polícia Metropolitana (vinculada à administração do prefeito de Caracas, Alfredo Peña, opositor de Chávez) investiu contra os manifestantes, e isto é facilmente verificável com provas técnicas e balísticas".O deputado denunciou ainda que está em curso "uma feroz perseguição policial contra seguidores de Chávez através de buscas e violações de direitos humanos, como nas piores épocas de ditadura", avaliou. Leia tudo sobre a crise na Venezuela

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