Chavistas lançam ofensiva contra líderes da oposição

Governistas pedem prisão de 3 deputados do partido de Capriles, acusados de corrupção; Maduro fala em complô para matá-lo

CARACAS, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2013 | 02h02

Quase dois meses após a última aparição em público do presidente Hugo Chávez, o governo venezuelano lançou ontem uma ofensiva contra líderes opositores aliados do governador de Miranda, Henrique Capriles. Chavistas ameaçam levar à prisão figuras da oposição, a quem acusam de corrupção e complô para matar autoridades de Caracas.

"Nós não vamos colocá-los na prisão, a Justiça vai colocá-los na prisão", ameaçou Diosdado Cabello, o presidente da Assembleia Nacional - dominada pelo chavismo. "Vamos preparar os papéis e passar o caso ao Ministério Público."

A Assembleia Nacional abriu investigação contra os aliados de Capriles - chamado por Cabello de "o Pablo Escobar venezuelano" -, todos integrantes do partido democrata-cristão Primero Justicia (PJ). Em uma sessão marcada por gritos e insultos, o presidente da Assembleia mostrou da tribuna contracheques que supostamente provariam que os deputados do PJ receberam propina.

Se a denúncia prosperar, o caso deve parar na Corte Suprema de Justiça. O órgão, amplamente favorável a Chávez, poderá retirar a imunidade dos parlamentares e condená-los. Chavistas pediram ainda que os acusados sejam presos preventivamente.

Em mais um sinal de polarização da política venezuelana, o vice-presidente Nicolás Maduro voltou a denunciar complôs da "ultradireita aliada a forças estrangeiras" para matar autoridades chavistas, incluindo ele mesmo e o presidente da Assembleia Nacional.

Maduro, que ontem foi para Cuba visitar Chávez, internado na ilha desde dezembro após a quarta cirurgia contra o câncer, acusou o ex-comissário Henry López Sisco, atualmente asilado na Costa Rica, de ser um dos conspiradores. Acusado pelo massacre de 12 pescadores em El Amparo, em 1988, Sisco encontrou abrigo em San José. / AFP e AP

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