Chavistas tentam estender mandato na Venezuela

Com movimentos intensos e coordenados, partidários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, mantiveram neste sábado Diosdado Cabello como presidente do Parlamento e deram mais um passo na estratégia de aparentar unidade e debilitar a oposição. O objetivo é manter o poder a partir da quinta-feira (dia 10), quando, pela letra fria da Constituição, Chávez deveria apresentar-se para iniciar seu quarto mandato.

ROBERTO LAMEIRINHAS, ENVIADO ESPECIAL, Agência Estado

06 de janeiro de 2013 | 07h45

Sem novas informações sobre o real estado de saúde do presidente, centenas de militantes do chavista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) foram à Assembleia Nacional, que escolheu sua mesa diretora para o atual ano legislativo. Sem surpresas, Cabello foi reeleito ao lado de uma junta diretiva totalmente chavista, apesar da reivindicação da oposição - que mantém mais de 40% das cadeiras do Parlamento - de ocupar proporcionalmente as lideranças geral e das comissões da Assembleia.

"Juro como patriota desse lindo povo da Venezuela, seguir a Carta cabal dos mandatos e com lealdade suprema defender a pátria e essa revolução liderada por Hugo Chávez", disse Cabello. "Estamos prontos para o debate, mas não para a negociação, como se fazia antes aqui", acrescentou, referindo-se à reivindicação da oposição.

Juras de lealdade a Chávez e à revolução estiveram presentes em todos os discursos dos membros eleitos. A busca por mostrar união era tão grande que além do vice-presidente, Nicolás Maduro, estiveram no ato os 20 governadores chavistas eleitos dia 16. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
VenezuelaHugo Chávez

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.