Chefão da máfia napolitana é morto perto da praia

As autoridades italianas estão buscando nesta sexta-feira pelos atiradores que mataram um chefão do crime organizado de Nápoles, Gaetano Marino, no momento em que ele deixava a praia e voltava para o hotel à beira-mar onde estava hospedado com a família, em Terracina, na província de Latina. Marino era um chefão da Camorra. Ele foi morto com quatro tiros na cabeça quando entrava em seu carro, um Fiat Punto, 100 quilômetros ao sul de Roma. A polícia disse que a família de Marino deve ter escapado do ataque porque voltou antes da praia para o hotel.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2012 | 16h09

Marino, de 48 anos, chefiava o clã dos scissionisti (separatistas, em italiano), que durante mais de uma década travou uma guerra contra a família Di Lauro, nas ruas de Nápoles, pelo controle do tráfico de drogas. Marino era conhecido pelo apelido moncherino (maneta) após ter perdido uma mão em uma explosão, quando plantava uma bomba que explodiu acidentalmente. Recentemente, Marino provocou ultraje quando apareceu ao lado da filha de 12 anos em um programa de televisão. A menina dedicou uma música ao pai.

Segundo a agência Ansa, quando foi morto Marino estava com um amigo e o filho, que fugiram para a praia e escaparam dos disparos. Às 17h, o local ainda estava cheio de banhistas. A polícia procura por dois homens que fizeram os disparos.

As informações são da Associated Press e da Ansa.

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