Chefão traficante da Colômbia é detido na Venezuela

A polícia da Venezuela capturou Maximiliano Bonilla Orozco, de apelido "Valenciano", de 39 anos, considerado um dos narcotraficantes mais procurados pela Colômbia e pelo qual o governo dos Estados Unidos oferece recompensa de US$ 5 milhões. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, em visita a Caracas, confirmou nesta segunda-feira a detenção do acusado, em declarações feitas ao lado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

AE, Agência Estado

28 de novembro de 2011 | 17h41

"Quero agradeceu ao senhor e às autoridades da Venezuela e à força pública venezuelana pela captura ontem desse chefe do narcotráfico. Esse indivíduo é uma pessoa que está na lista dos mais procurados pela Colômbia, porque é um dos narcotraficantes que provocou um dano terrível ao nosso país", disse Santos.

Chávez elogiou a cooperação entre Colômbia e a Venezuela na área de segurança e no combate ao narcotráfico. "Há muito tempo seguíamos esse indivíduo, pois como o senhor disse ele provocou danos não apenas à Colômbia como também à Venezuela.

A captura de "Valenciano", ainda está cercada de mistério. Jornais venezuelanos publicaram nesta segunda-feira que o chefão traficante foi detido em Maracaibo na noite de domingo. Junto a "Valenciano" foram retidos milhões de bolívares, a moeda venezuelana, em dinheiro vivo.

"Valenciano" é o chefe do chamado "Escritório de Envigado", um cartel criminoso fundado na década de 1980 no bairro de Envigado, em Medellin, 250 quilômetros ao noroeste de Bogotá. O grupo criminoso reunia pistoleiros que cobravam dívidas das vítimas pela venda de drogas efetuada então pelo chefão narcotraficante Pablo Escobar, morto pela polícia colombiana em dezembro de 1983. Após a morte de Escobar, Envigado caiu nas mãos de outros narcotraficantes, como Diego Murillo Bejarano, de apelido Don Berna, extraditado aos EUA em 2008 por narcotráfico.

O governo dos Estados Unidos acredita que "Valenciano" enviou toneladas de cocaína aos EUA através da América Central e do México, fazendo acordos frequentes com o cartel mexicano do narcotráfico Los Zetas.

As informações são da Associated Press.

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