Chefe da AIEA lamenta opção do Irã de barrar inspetores

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, lamentou hoje a decisão do Irã de barrar inspetores da agência no país. Segundo Amano, isso atrapalha a capacidade da AIEA de realizar suas investigações. "Eu fiquei sabendo com grande pesar da decisão do Irã de se opor à designação de dois inspetores que recentemente conduziram inspeções no Irã", disse Amano ao conselho de 35 membros da agência.

AE, Agência Estado

13 de setembro de 2010 | 11h43

"A repetida objeção do Irã à designação de inspetores com experiência no ciclo de combustível nuclear do Irã e em suas instalações obstruem o processo de inspeção", afirmou ele, segundo uma cópia de seu discurso. Amano fez os comentários na abertura de uma reunião a portas fechadas do conselho de governadores da AIEA, que se realiza nesta semana.

O Irã se recusou a aceitar os dois inspetores alegando que eles haviam produzido no passado relatórios "falsos". Amano, porém, ressaltou o profissionalismo e a imparcialidade dos inspetores. Anteriormente, o Irã já contestou nomeações de inspetores da AIEA, como lembrou Amano, citando um caso de janeiro de 2007, quando Teerã pediu que 38 inspetores da agência deixassem o país.

O enviado do Irã na AIEA, Ali Asghar Soltanieh, disse que ele rejeitava "categoricamente" a alegação de que o fato de os dois inspetores terem sido barrados atrapalharia o trabalho da agência. Ele lembrou que o Irã tem o direito de barrar inspetores, de acordo com as regras da própria AIEA. Além disso, os membros da agência não são obrigados a justificar esse tipo de decisões.

Segundo Soltanieh, é "ridículo" que a AIEA reclame do caso desses dois inspetores, que fazem parte de uma equipe de "mais de 150". Ele reclamou que nem o relatório escrito de Amano, nem os comentários do chefe da AIEA hoje foram "balanceados", pois não davam um quadro completo do tema. As informações são da Dow Jones.

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