Chefe da CIA diz que Al-Qaeda ainda ameaça aos EUA

A Al-Qaeda ainda é uma ameaça para a segurança dos EUA, apesar da campanha contra o grupo de Bin Laden ao redor do mundo ter resultado na prisão de 1.300 supostos terroristas em 70 países, advertiu hoje o diretor da CIA, George Tenet. "Os líderes da Al-Qaeda que continuam livres trabalham para reconstruir a organização e retomar os ataques terroristas", disse ele a uma comissão do Senado americano. "Muitos remanescentes da rede terrorista ainda estão na região da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão e eliminá-los se constitui num desafio militar, pois estão reunidos em grupos menores de dez homens", afirmou. A detecção, por parte de autoridades americanas, do aumento das atividades financeiras da organização nas últimas semanas pode significar que alguns de seus líderes estão tentando financiar novos ataques a interesses americanos. O chefe da CIA também afirmou que o presidente iraquiano, Saddam Hussein, mantém o desenvolvimento de seu programa de armas nucleares, mas recusou-se a comentar publicamente sobre a força dos grupos de oposição dentro do Iraque. Ele disse aos senadores que discutiria a questão numa posterior sessão a portas fechadas. No depoimento ao Senado, Tenet declarou também que China e Índia estão desenvolvendo tecnologia avançada de reconhecimento por satélite. "A vantagem (tecnológica) que tínhamos conseguido está desaparecendo", assinalou. No Afeganistão, enquantos as últimas tropas envolvidas na Operação Anaconda retiravam-se de Gardez, soldados da coalizão liderada pelos EUA rastreavam as montanhas perto da fronteira com o Paquistão para tentar impedir a fuga de combatentes da Al-Qaeda que resistiram em suas fronteiras por duas semanas. Sete suspeitos foram detidos na fronteira por soldados paquistaneses. Ao mesmo tempo, cerca de 1.700 marines britânicos enviados ao Afeganistão - sob as críticas da oposição conservadora do Parlamento da Grã-Bretanha - deram início hoje a uma operação de caça ao líder supremo do movimento Taleban, mulá Mohammed Omar. O ministro da Defesa britânico, Geoff Hoon, disse que a Operação Jaçanã estava "aberta", acrescentando que a presença das tropas no Afeganistão "dependerá de como se desenrolarão os acontecimentos". Numa tentativa de tentar neutralizar as críticas da oposição, Hoon assegurou que a missão "não será indefinida".

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