Chefe da CIA renuncia em meio a mudanças na equipe de Bush

O diretor da CIA (central de inteligência americana), Porter Goss, pediu demissão nesta sexta-feira deixando para trás uma agência de espionagem ainda lutando para se recuperar das falhas de inteligência ocorridas antes dos ataques de 11 de Setembro e das informações infundadas que legitimaram a invasão do Iraque. A demissão inesperada de Goss foi o último movimento em uma série de mudanças na equipe do presidente Bush. O diretor da CIA "apresentou sua renúncia e eu a aceitei", disse o presidente no Salão Oval da Casa Branca, junto com o próprio Goss.Durante o período que passou à frente da CIA, "tivemos uma relação estreita", afirmou Bush, que destacou a "integridade" e o "profissionalismo" do ex-diretor.Goss, que assumiu o cargo em meio a uma profunda reforma na agência, "contribuiu para tornar este país mais seguro", disse Bush, que reiterou que é preciso "ganhar a guerra contra o terrorismo".O ex-diretor, por sua vez, agradeceu o "apoio e a compreensão" do Presidente. "Eu gostaria de informar que a agência recuperou o passo firme e navega a todo vapor", declarou o antigo presidente do Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes. Goss disse que a confiança que o presidente depositou nele é "algo que não poderia imaginar".O presidente não nomeou um sucessor, mas disse que o indicado continuará as reformas de Goss.Quando Bush nomeou Goss em agosto de 2004, disse que confiaria nos conselhos do diretor sobre o delicado assunto da reforma da inteligência. Goss, um ex-congressista da Flórida, líder do Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes e agente da CIA, esteve à frente da agência somente a partir de setembro de 2004. Durante seu mandato, o diretor teve que fazer frente a escândalos como a publicação de informações sobre a existência de prisões secretas na Europa e de vôos secretos para o transporte de presos por terrorismo.

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