Ishara S. Kodikara /AFP
Ishara S. Kodikara /AFP

Chefe de polícia do Sri Lanka pede demissão após ataques que mataram mais de 200 pessoas

Saída ocorreu no mesmo dia em que o governo anunciou que o extremista Zahran Hashim, considerado peça-chave nos atentados, morreu em um dos ataques. Máxima autoridade do ministério da Defesa do Sri Lanka também pediu demissão

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de abril de 2019 | 05h45

COLOMBO - O chefe de polícia do Sri Lanka, o inspetor geral (IGP) Pujith Jayasundara, renunciou ao cargo nesta sexta-feira, 26. "O IGP pediu demissão, ele enviou sua renúncia ao ministro da Defesa em exercício, e eu nomearei um novo IGP em breve", disse o presidente Maithripala Sirisena. É o segundo funcionário de alto escalão a deixar o governo após os atentados. 

A renúncia de Jayasundara ocorre no mesmo dia em que o governo anunciou que o extremista Zahran Hashim, considerado uma peça-chave nos atentados, morreu em um dos ataques a hotéis de luxo em Colombo. "O que os serviços de Inteligência me disseram é que Zahran morreu no ataque ao Shangri-La" na manhã de domingo, declarou o Sirisena. Zahran Hashim aparecia em um vídeo divulgado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), que reivindicou a autoria dos ataques.

A máxima autoridade do ministério da Defesa também pediu demissão após os atentados que causaram 253 mortes no domingo de Páscoa. Hemasiri Fernando entregou sua carta de renúncia ao presidente na última quinta-feira, 25. "Pedi a ambos que se demitissem enquanto eu realizava uma investigação disciplinar", explicou Maithripala Sirisena.

Oficiais da inteligência indiana transmitiram às autoridades do Sri Lanka vários avisos sobre a possibilidade de ataques, mas a informação não chegou aos ministros. Até o momento, 75 pessoas foram detidas. 

Balanço de mortos

As autoridades reduziram o balanço de mortos nos ataques no Domingo de Páscoa em mais de 100, e anunciaram que o balanço é de 253 mortes, e não 359 como informado anteriormente. Em um comunicado divulgado na quinta, o Ministério da Saúde informou que, na conclusão das necropsias, os serviços médicos concluíram que alguns corpos de vítimas mutiladas foram contados várias vezes. /AFP

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