EFE
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Chefe da diplomacia da UE adverte sobre consequências de acontecimentos no Iêmen

Em comunicado publicado na tarde desta quinta-feira (horário local), Mogherini considerou como "inaceitável" o avanço dos rebeldes xiitas

O Estado de S. Paulo

26 Março 2015 | 11h29

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, advertiu nesta quinta-feira que os últimos acontecimentos do Iêmen podem ter "sérias consequências regionais".

Em comunicado publicado na tarde desta quinta-feira (horário local), Mogherini considerou como "inaceitável" o avanço dos rebeldes xiitas, conhecidos como houthis, e o ataque ao palácio do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi na quarta-feira. Segundo ela, esses acontecimentos "desencadearam" os ataques liderados pela Arábia Saudita.

Ela afirmou, porém, que uma resposta militar não resolverá a questão.

"Estou convencida de que uma ação militar não é a solução", disse ela. "Neste momento crítico, todos os atores regionais devem agir com responsabilidade e de forma construtiva para criar, como uma questão de urgência, as condições para o retorno das negociações."

A decisão da Arábia Saudita e das monarquias sunitas da região de intervir em nome de Hadi aumentam os riscos a respeito da rivalidade com o Irã, que é predominantemente xiita.

Na manhã desta quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano John Kerry conversou com ministros de Relações Exteriores da Arábia Saudita e de outros países do Golfo Pérsico antes da retomada das negociações nucleares com o Irã em Lausanne, na Suíça.

Kerry "comentou o trabalho da coalizão, que realiza uma ação militar contra os houthis e lembrou o apoio dos Estados Unidos a esses esforços", informou um graduado funcionário do Departamento de Estado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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