Chefe da diplomacia da UE vai a Kiev discutir crise

A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Catherine Ashton, vai visitar Kiev nesta semana para tentar neutralizar a crise política no país, informou a Comissão Europeia em comunicado divulgado neste domingo.

Agência Estado

08 de dezembro de 2013 | 14h25

Ashton, que chefia o Serviço de Ação Externo Europeu, vai tentar "apoiar uma saída da crise política", disse o comunicado.

O documento diz que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, falou ao telefone com o presidente ucraniano Viktor Yanukovych e destacou "a necessidade de uma solução política para as atuais tensões."

Dezenas de milhares de ucranianos se reuniram na região central de Kiev neste domingo para protestar contra a decisão do governo de adiar um acordo político e econômico com a União Europeia, em favor de relações mais próximas com a Rússia.

Os manifestantes temem que o país esteja voltando a ter o tipo de relacionamento com a Rússia que os dois países tinham quando ainda eram parte da União Soviética e Moscou dominava Kiev. Esses temores foram agravados na sexta-feira, quando Yanukovych reuniu-se com o presidente Vladimir Putin para estabelecer as bases de uma nova parceria estratégica.

A polícia tem reagido com violência aos protestos em Kiev nas últimas semanas, o que fez com que a UE emitisse vários comunicados pedindo que a liderança ucraniana assuma o controle da situação.

Barroso repetiu a mensagem a Yanukovych durante a ligação desde domingo, destacando que é necessário "respeitas as liberdades civis e exercer a máxima contenção".

França

O ministro francês de Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que vai se encontrar, na quarta-feira, com o Vitali Klitschko campeão de boxe que se tornou líder da oposição ucraniana, em Paris.

"Vou oficialmente receber Klitschko no Quai d''Orsay na quarta-feira", disse Fabius à emissora de televisão France 3, referindo-se á sede do Ministério.

"Somos favoráveis à assinatura de um acordo de associação entre a Ucrânia e a União Europeia. O presidente não quer isso e então agora depende dos ucranianos decidirem", afirmou Fabius. Fonte: Associated Press e Dow Jones Newswires.

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