Chefe da guerra diz que EUA já operam em Badgá

Na primeira entrevista desde o início da segunda Guerra do Golfo Pérsico, o chefe das forças norte-americanas, general Tommy Franks, afirmou neste sábado que os soldados já operam "dentro e nas proximidades de Bagdá" e disse que o assalto contra o Iraque envolve "choque, surpresa, flexibilidade", o uso de "força avassaladora" e de munição de alta precisão "numa escala nunca vista antes".Oficiais da Inglaterra, Austrália, Dinamarca e Holanda acompanharam o general durante a entrevista para simbolizar o apoio internacional a uma guerra que é condenada pela opinião pública mundial mas que, segundo Washington, conta com o respaldo de 52 países.Franks afirmou que o plano de guerra que está executando permite aos oficiais atacar o inimigo nos termos planejados. Ele disse que a ofensiva por ar e terra das forças norte-americanas e britânicas tem como alvos não apenas as formações da defesa iraquiana, como a tomada de aeroportos, pontes e plataformas de petróleo em todo o território do país.Dias duros pela frenteO general informou que a ofensiva prossegue de acordo com o cronograma que traçou e manifestou-se satisfeito com o progresso da campanha militar. Mas ele evitou o tom triunfante. "Podemos ter dias duros pela frente (...) e o momento para nós celebrarmos será quando cumprirmos a missão", disse Franks, falando num centro de imprensa no quartel-general em Doha, no emirado de Catar.O general informou que o número de soldados iraquianos que se renderam e foram tomados como prisioneiros de guerra pelas forças norte-americanas e britânicas "está entre mil e 2 mil". Cerca de 700 "alinharam-se da forma como foram instruídos a fazer" para sinalizar o desejo de se render, por panfletos de propaganda jogados por aviões norte-americanos, disse Franks. Ele afirmou que "milhares de soldados iraquianos entregaram sua armas e voltaram para casa". Liberração e não de ocupaçãoFranks confirmou a tomada de Basra, a segunda cidade iraquiana por forças norte-americanas e britânicas, mas disse que os soldados não entraram na cidade. "Esta guerra é de liberração e não de ocupação", afirmou. "O que vimos até agora é que os iraquianos estão dando as boas-vindas" às forças aliadas?.Perguntado sobre o grau de resistência iraquiana, o general disse que as forças fiéis a Saddam Hussein continuam a mover peças de defesa antiaérea em todo o país e que estão dando combate às tropas norte-americanas e britânicas em vários pontos. "Com o tempo, destruiremos a capacidade de defesa aérea que existe hoje", disse.Israel e SaddamMas ele não descartou a possibilidade de o Iraque conseguir disparar mísseis contra Israel, um fato que poderia complicar a condução da guerra, do ponto de vista político.Franks disse que não tem idéia onde está Saddam Hussein, o alvo número um da guerra. "Na verdade não sei se ele está vivo ou não", disse. O general afirmou que a maneira como está executando o plano de guerra não mudará, independentemente do que acontecer com o líder iraquiano. Veja o especial :

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