Chefe da Liga Árabe levará propostas a Assad no sábado

Visita ocorreria na quarta, mas foi adiada a pedido de Damasco, afirmam diplomatas

Reuters

07 Setembro 2011 | 18h34

CAIRO - O chefe da Liga Árabe vai visitar a Síria no próximo sábado para apresentar ao governo do presidente Bashar Assad uma proposta elaborada pelo grupo para acabar com a repressão aos protestos pró-democracia no país, disseram diplomatas nesta quarta-feira, 7.

 

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O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, originalmente viajaria para Damasco nesta quarta-feira, mas as mesmas fontes informaram que a visita foi adiada a pedidos do governo sírio. Não houve detalhes das razões do adiamento.

 

 
Os governos árabes quebraram meses de silêncio sobre a situação na Síria na última semana, quando pediram o fim da repressão à oposição em uma reunião no Cairo. No encontro, foi decidida a viagem de Elabary, que levaria propostas do grupo a Assad e pressionaria por reformas políticas e econômicas.

 

 

 

Em seu site, a Liga Árabe - composta por 23 Estados - confirmou a visita de Elaraby para o sábado. Um funcionário do órgão ainda disse que haveria uma reunião ministerial no Cairo no próximo dia 13 para discutir uma série de assuntos, inclusive a situação na Síria, onde as revoltas contra Assad irromperam em março.

 

Uma fonte do grupo afirmou que as propostas a serem apresentadas a Assad elaboradas pelo Qatar incluem um pedido para a realização de eleições multipartidárias em 2014 e a formação de um governo de unidade nacional por um candidato aceito pela oposição, o que não teria sido aceito por alguns membros.

 

A ONU e entidades de defesa dos direitos humanos estimam que mais de 2,2 mil pessoas já morreram devido à repressão do governo da Síria contra protestos que, desde março deste ano, pedem reformas democráticas no país. Além disso, milhares de pessoas ligadas às manifestações pró-democracia estão sendo mantidas sob custódia. O governo sírio, por sua vez, afirmou em diversas oportunidades que está combatendo a ação de "grupos terroristas armados".

 

O acesso à Síria foi restringido para jornalistas estrangeiros, o que torna virtualmente impossível verificar de forma independente o relato de testemunhas e ativistas.

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