Chefe da máfia italiana não responde a promotores

O líder da máfia italiana Cosa Nostra, Bernardo Provenzano, se negou nesta quinta-feira a responder às perguntas dos promotores antimáfia que o interrogaram na prisão de alta segurança de Terni, onde está detido desde a semana passada. Os promotores adjuntos de Palermo, Marzia Sabella e Michele Prestipino, ficaram menos de uma hora com Provenzano, de 73 anos, que estava foragido há 40 anos. "Provenzano recorreu a seu direito de não responder", informou seu advogado, Franco Marasa. Este primeiro interrogatório do chefe da Cosa Nostra ocorreu em uma sala próxima à cela ocupada por Giovanni Riina, o filho do antecessor de Provenzano na cúpula da máfia siciliana, Salvatore "Totó" Riina. "Totó" Riina foi detido em 1993 e condenado à prisão perpétua, o que levou Provenzano a assumir a liderança da Cosa Nostra. O promotor nacional antimáfia, Pietro Grasso, já tinha dito que não esperava que o detido colaborasse com a Justiça. Bernardo Provenzano foi capturado no dia 12 em sua cidade natal de Corleone, na Sicília, em um casarão de campo em que estava escondido há mais de um ano, segundo a polícia.

Agencia Estado,

20 Abril 2006 | 19h19

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