Chefe da maior tribo do Iêmen diz que Saleh tem que deixar o poder

Xeque Abu Lohoum, da tribo Baqeel, alertou governo contra o uso de violência contra os manifestantes.

Associated Press

24 de março de 2011 | 11h58

SANAA - O líder da maior tribo do Iêmen anunciou nesta quinta-feira, 24, seu apoio às demandas da oposição, que pede a saída do presidente Ali Abdullah Saleh do poder.

 

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O xeque Sinan Abu Lohoum, da tribo Baqeel, alertou Saleh contra o uso de mais violência contra os manifestantes. Ele disse que a continuação da repressão significaria "evolução desfavorável" para o Iêmen, onde ocorrem há mais de um mês manifestações e confrontos.

 

Baqeel é a maior das duas tribos que seguem o zaidismo, um braço do islamismo xiita. A outra, a tribo Hashid, a qual pertence o próprio Saleh, já havia anunciado apoio à oposição.

 

A crise política iemenita tem se agravado nos últimos dias após atiradores de elite do governo terem matado 51 manifestantes na última sexta-feira. Saleh decretou estado de exceção no país e demitiu o gabinete de governo no final de semana, mas viu generais, diplomatas e líderes tribais aderirem aos protestos.

 

Na quarta-feira, o presidente prometeu convocar eleições parlamentares e um referendo constituicional ainda para este ano, mas a oposição não aceitou negociar. Ele governa o país desde 1979, quando o Iêmen era dividido entre norte e sul. Após a unificação, em 1991, ele seguiu no poder.

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