Chefe da OEA chega a Honduras para tratar de golpe

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, chega hoje a Honduras para negociar com o governo de facto em Tegucigalpa. Insulza vai entregar ao cardeal Oscar Andres Rodriguez Maradiaga a carta com a resolução da OEA, determinando que o presidente deposto, Manuel Zelaya, seja restituído até amanhã. Caso contrário, o país será suspenso da organização já na segunda-feira e pode ter a ajuda financeira dos Estados Unidos cortada.

AE, Agencia Estado

03 de julho de 2009 | 08h49

O cardeal Maradinga atua como principal mediador entre as duas partes e disse temer uma onda de violência entre partidários de Zelaya e o governo de facto. Insulza deverá também se encontrar com outras autoridades hondurenhas. Anteontem, durante o voo de retorno da Líbia ao Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que um avião Legacy da Força Aérea Brasileira (FAB) fosse colocado à disposição do secretário-geral da OEA para levá-lo a Honduras. O arranjo se deu a partir de um pedido do próprio Insulza ao embaixador do Brasil na entidade, Ruy Casaes. O avião deixou o Brasil ontem à tarde.

Autoridades do Itamaraty afirmam que, mais do que o simples empréstimo de uma aeronave, a iniciativa marca a posição do Brasil em relação ao golpe de domingo, em reação à tentativa de Zelaya de abrir espaço para uma mudança na Constituição hondurenha. ?O governo de facto de Honduras recebeu um repúdio universal?, afirmou o assessor da presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia - ao deixar clara a posição brasileira favorável à recondução imediata de Zelaya ao poder. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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