Johannes Eisele/AFP
Johannes Eisele/AFP

Chefe da ONU diz que é 'improvável' Assembleia Geral de líderes em setembro

Antonio Guterres disse estar estudando "as diferentes alternativas (permitidas pela) tecnologia digital" a serem apresentadas aos Estados membros

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2020 | 22h36

BRUXELAS - O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, considerou nesta quarta-feira, 13, "improvável" que milhares de representantes de todo o mundo possam se reunir em setembro para a Assembleia Geral da organização, devido à pandemia de coronavírus. 

Em uma entrevista para o semanário francês Paris-Match, a ser publicado na quinta-feira, Guterres disse estar estudando "as diferentes alternativas (permitidas pela) tecnologia digital" a serem apresentadas aos Estados-membros. 

Muitos embaixadores já planejam usar videoconferência, por exemplo, para comemorar o 75º aniversário da ONU

Este ano, "as atividades certamente serão atípicas, híbridas, diferentes", informou sob anonimato  um embaixador, que descartou que as Nações Unidas oferecessem "a imagem de uma enorme congregação humana em Manhattan" sem que a pandemia fosse erradicada. 

Desde meados de março, funcionários da ONU e todos os diplomatas trabalham em casa, devido à COVID-19 e às medidas tomadas contra a doença no estado de Nova York, epicentro da pandemia nos Estados Unidos. 

A sede da ONU permaneceu simbolicamente aberta, mas poucas pessoas trabalham lá, e as sessões do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral são realizadas por videoconferência. Essa operação durará pelo menos até o final de junho. 

O início da Assembleia Geral da ONU está marcado para 15 de setembro e o debate geral, no qual os líderes mundiais se sucedem na tribuna até 22 de setembro. 

É a maior reunião diplomática do mundo e, a cada ano, gera centenas de eventos relacionados à Assembleia em Nova York e milhares de reuniões bilaterais ou multilaterais. Nunca foi cancelada desde 1945. 

A Assembleia Geral foi adiada apenas duas vezes. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi adiada para 10 de novembro. 

Em 1964, foi realizada em 1º de dezembro, devido a uma crise financeira na ONU e porque vários Estados membros corriam o risco de perder o direito de voto. /AFP

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