Richard Drew/AP
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Chefe da ONU está chocado com massacre em Damasco, diz porta-voz

Ban Ki-moon condena o 'crime terrível e brutal' e quer investigação imparcial

Reuters,

27 de agosto de 2012 | 19h49

NAÇÕES UNIDAS - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, ficou chocado com relatos do massacre em uma cidade próxima à capital da Síria e classificou-o como "um crime terrível e brutal", que deve ser investigado de forma independente, disse seu porta-voz nesta segunda-feira, 27. Ativistas da oposição síria acusaram o Exército do presidente Bashar Assad de massacrar, no domingo, centenas de pessoas na cidade de Daraya, recapturada dos rebeldes.

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"O secretário-geral está certamente chocado com esses relatos, e condena veementemente este crime terrível e brutal", afirmou o porta-voz do chefe da ONU, Martin Nesirky. "Isso precisa ser investigado imediatamente, de forma independente e imparcial", acrescentou.

"Os autores (da violência) precisam ser responsabilizados e (o massacre) ressalta mais uma vez a falta de proteção que há para os civis na Síria", disse ele. O porta-voz declarou ainda que o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos está tentando reunir informações sobre o incidente.

Em Daraya, sudoeste de Damasco, cerca de 320 corpos, incluindo mulheres e crianças, foram encontrados em casas e porões, de acordo com ativistas. Eles disseram que a maioria foi morta "em estilo de execução" por tropas em ataques casa a casa.

Agência de notícias estatal da Síria culpou os rebeldes pelos assassinatos. A ONU estima que mais de 18.000 pessoas foram mortas no conflito de 17 meses, que começou como protestos pró-democracia e evoluiu para uma guerra civil. 

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