Chefe da ONU pede moratória para os testes de armas nucleares

Ban Ki-moon pede que tratado que proíbe testes entre em vigor o quanto antes

Efe

26 de agosto de 2010 | 08h53

ASTANA - O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu nesta quinta-feira, 26, que a comunidade internacional faça esforços para colocar em vigor o tratado que proíbe a realização de teste nucleares por parte dos países que detêm esse tipo de arsenal. A declaração de Ban foi realizada durante um fórum internacional no Casaquistão.

 

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Por ocasião do Dia Internacional Contra Testes Nucleares, Ban pediu à comunidade internacional que alcance até 2012 um tratado sobre a proibição total dos testes atômicos de 1996. O acordo foi estabelecido em setembro daquele ano, mas ainda não entrou em vigor, pois falta a ratificação de alguns signatários - entre eles EUA, Irã e Israel.

 

"Espero que este tratado comece a vigorar, chamo aos estados a impor uma moratória sobre todos os tipos de testes nucleares", indicou em sua carta, à qual foi lida na conferência realizada na capital casaque, Astana. Na opinião do secretário-geral das Nações Unidas, "é hora de encerrar as questões nucleares e começar a resolver os problemas relacionados com o dano que causaram".

 

Ban disse esperar que todos os países deem passos para reduzir as despesas no desenvolvimento de armas de destruição em massa e libertar ao mundo da ameaça nuclear.

 

O presidente do Casaquistão, Nursultan Nazarbayev, pediu à comunidade internacional que aprove uma declaração universal sobre um mundo livre de armas nucleares. "É importante começar já a elaborar uma declaração universal para um mundo desnuclearizado, que referende a vontade de todos os estados de avançar, passo a passo, em direção aos ideais de um mundo livre de armas atômicas", ressaltou Nazarbayev em sua carta ao fórum.

 

O líder do Casaquistão, em cujo território a União Soviética realizou inúmeros testes atômicos e que renunciou voluntariamente ao arsenal atômico herdado da URSS, o quarto maior do mundo, expressou esperança que a conferência de Astana contribua para causa de não-proliferação e de proibição de armas nucleares.

 

O chefe da diplomacia casaque, Kanat Saudabayev, atual presidente da OSCE, exortou ao Senado dos EUA a ratificar o tratado para a proibição dos testes nucleares, que foi apresentado pelo presidente, Barack Obama, "para dar exemplo a outros países".

 

O embaixador russo no Casaquistão, Mikhail Bocharnikov, assegurou na conferência que a Rússia manterá sua moratória voluntária aos testes, se assim fizerem as demais potências que possuem armas nucleares.

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