Chefe da ONU vai a Mianmar tratar de ajuda a vítimas do ciclone

O secretário-geral da Organização dasNações Unidas (ONU), Ban Ki-Moon, vai visitar Mianmar nestasemana para discutir a problemática operação de ajuda àsvítimas do ciclone, disse sua porta-voz no domingo, como umsinal de progresso na questão. A porta-voz Michele Montas também afirmou esperar arealização de uma conferência em Bangcoc, em 24 de maio, paraorganizar fundos para a operação de apoio ao país."Eu posso confirmar que ele (Ban Ki-Moon) vai a Mianmar nestasemana", disse ela por telefone, acrescentando que ele deveráchegar ao país na quarta ou quinta-feira. Mark Malloch-Brown, o negociador do governo britânico paraassuntos asiáticos, falou sobre a aproximação de um momentodecisivo para a aceleração da ajuda internacional para milhõesde pessoas vitimadas pelos ciclone Nargis, que atingiu Mianmarno início do mês. Than Shwe, o recluso líder da junta militar de Mianmar,apareceu em público no domingo pela primeira vez desde o iníciodos esforços de ajuda. A televisão estatal de Mianmar mostrou Than Shwe emencontro com ministros em Yangon envolvidos nas operações deresgate e visitando áreas atingidas pelo ciclone. John Holmes, secretário-geral-adjunto para AssuntosHumanitários da ONU, chegou a Yangon no domingo à noite edeveria entregar a mensagem de Ban Ki-Moon aos generais. Than Shwe se recusou a falar com Ban Ki-Moon pelo telefonedesde que o país foi atingido pelo ciclone. Mas analistasespeculam se a aparição em público em Yangon significaria queele deverá se encontrar com Holmes ou possivelmente com BanKi-Moon. Milhares de crianças podem morrer em semanas se alimentosnão chegarem à região a tempo, afirmou no domingo a organizaçãoSave the Children. O Programa Mundial de Alimentação (World Food Programme)afirmou que conseguiu entregar arroz e feijão para 212.000 das750.000 pessoas em situação mais grave após o ciclone, quedeixou pelo menos 134.000 mortos ou desaparecidos. A relutância à entrada de estrangeiros para assistênciapelos militares de Mianmar, que dominam o país nos últimos 46anos, parece estar baseada no temor de perder o controle dopoder. (Reportagem adicional de Patrick Worsnip, Nopporn Wong-Anane Ed Cropley)

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