Olivier Hoslet/Pool via REUTERS
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Chefe da UE propõe prorrogar o Brexit por até um ano 

Presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, alega que um acordo não será alcançado em um adiamento curto

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2019 | 20h50

BRUXELAS - O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, disse nesta terça-feira, 9, que proporá aos líderes da União Europeia que aceitem em sua cúpula de amanhã, 10, uma prorrogação longa do Brexit, de no máximo um ano.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, pediu um adiamento para 30 de junho da saída, programada para sexta-feira, para que possa ter tempo para conseguir um acordo nacional que evite uma saída abrupta do bloco.

Tusk mostrou-se favorável a adiar o Brexit, levando em conta os prejuízos de uma separação sem acordo, mas não em um prazo tão curto como o fim de junho, já que, segundo ele, há poucas razões para crer que o processo de ratificação do acordo de saída negociado entre May e Bruxelas possa ser concluído nesse período.

Segundo a agência Ansa, o Conselho Europeu já aceitou o pedido de adiamento e concordou que a separação ocorrerá no primeiro dia do mês seguinte à ratificação do acordo no Parlamento britânico. Mas precisa estabelecer agora a data. 

O prazo inicial do Brexit era 29 de março, mas ele foi adiado para sexta-feira, 12. O acordo entre Londres e Bruxelas já foi rejeitado três vezes pelo Parlamento britânico, que também rechaçou todas as alternativas propostas tanto pelo governo quanto pela oposição.

Sem conseguir unificar o Partido Conservador, May negocia com a oposição trabalhista para tentar encontrar uma solução, mas as tratativas ainda não avançaram. A premiê já prometeu até renunciar em troca da aprovação do acordo e sobreviveu a dois votos de desconfiança, um dentro do próprio partido e outro no Parlamento. 

Citando fontes do governo, o jornal Guardian afirmou que o gabinete de May tem dúvidas agora se a primeira-ministra pode ficar no cargo se a UE concordar com uma longa prorrogação para o Brexit. O jornal estimou que o bloco pode estabelecer como data limite 31 de dezembro. May chegou a afirmar que não poderia, como primeira-ministra, aceitar um prazo maior do que 30 de junho. / EFE, AFP, REUTERS

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