Chefe de petrolífera e ministro caem

O governo equatoriano declarou ontem a estatal petrólifera Petroecuador em estado de emergência e demitiu o presidente da empresa, Carlos Pareja. No lugar de Pareja, o contra-almirante Fernando Zurita assumirá como interventor na companhia. De acordo com um decreto presidencial, a primeira função de Zurita será "processar por sabotagem todos os antipatriotas que causaram dano" à produção de petróleo do país.A decisão foi adotada diante da necessidade urgente de reestruturar a empresa para controlar protestos na Província de Orellana, que provocaram a queda da produção petrolífera no país. Os protestos também derrubaram o ministro do Interior, Gustavo Larrea, cuja renúncia foi aceita ontem pelo presidente Rafael Correa. A paralisação de funcionários da empresa começou no domingo e impediu a exploração dos campos petrolíferos Auca Sul, Auca Central e Cononaco. "A paralisação afetou 47 poços, o que representou uma perda de US$ 3 milhões diários, já que se deixou de produzir 36 mil barris de petróleo ao dia, além dos danos à infra-estrutura dos campos", afirmou o governo num comunicado. A Petroecuador informou na quarta-feira que perdeu a produção de milhares de barris de petróleo pelos protestos de moradores de Dayuma, que exigem obras de infra-estrutura.

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