Chefe de polícia da Rússia é demitido após atentado em aeroporto de Moscou

Medidas de segurança ineficazes perimitiram que bomba explodisse dentro de terminal, matando 35

AE, Agência Estado

26 de janeiro de 2011 | 15h01

MOSCOU - O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, demitiu nesta quarta-feira, 26, um importante funcionário da polícia do transporte, após se descobrir que frágeis medidas de segurança possibilitaram a explosão de uma bomba no aeroporto mais movimentado do país, matando 35 pessoas. Medvedev criticou os agentes "passivos" que atuam nos centros de transporte. O presidente, já criticado anteriormente como vacilante ou ineficaz, parece querer mostrar que possui o controle, após o ataque de segunda-feira no Aeroporto Domodedovo, em Moscou.

Após o atentado, Medvedev criticou inicialmente as forças de segurança do aeroporto, mas a gerência da unidade rebateu a crítica, alegando que a polícia de transporte era responsável pela vigilância do acesso à área onde ocorreu a explosão.

Medvedev anunciou a demissão pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. No evento, o presidente russo buscará tranquilizar a elite empresarial internacional, dizendo que a Rússia é uma aposta segura para investimentos. É provável que o ataque preocupe os investidores, pois mostra a existência de persistentes problemas de segurança no país. Além disso, oito estrangeiros estão entre os mortos.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou o ataque. O primeiro-ministro Vladimir Putin prometeu castigar os autores do atentado. Hoje, ele disse que não negociará com os terroristas, mas sim que "é necessário lutar incansavelmente contra o terrorismo e o extremismo". Putin afirmou que tentativas de negociar com os terroristas nos anos 1990 levaram ao conflito na Chechênia. Ele garantiu, porém, que o ataque de segunda-feira não tem relação com essa região.

Hoje houve um dia de luto em Moscou pelas 35 vítimas do atentado. Velas foram acesas e flores foram levadas ao Aeroporto Domodedovo. Havia pedidos para que os russos doassem sangue para ajudar no tratamento das vítimas. No total, 116 pessoas permaneciam hospitalizadas na manhã de hoje, segundo o Ministério de Emergências. Dos 35 mortos, apenas um não havia sido identificado. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
Rússiaatentadopolíciademissão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.