Chefe de polícia não descarta homicídio de Jackson

Investigadores exigiram hoje a apresentação de todos os registros médicos de Michael Jackson ao mesmo tempo em que o comandante da polícia de Los Angeles, Bill Bratton, recusou-se a descartar a hipótese de homicídio para a morte do cantor. Bratton disse que seu departamento está procurando "o histórico de prescrição de drogas a Michael Jackson com os médicos que consultaram o cantor ao longo dos anos". "Nós estamos lidando com um homicídio? Estamos lidando com uma overdose acidental? Com o que lidamos? O que eu posso dizer a vocês é que eu não tenho as respostas para essas questões", disse o chefe da polícia à emissora de televisão CNN.

AE, Agencia Estado

10 de julho de 2009 | 17h39

Os legistas pediram que o histórico médico de Michael Jackson, sob a guarda de diversos especialistas, seja apresentado, "incluído o histórico cardiológico e psiquiátrico" do astro, informou o jornal "Los Angeles Times", como parte da investigação em curso sobre a morte do cantor, ocorrida no dia 25, aos 50 anos.

O pai do astro da música, Joe Jackson, de 79 anos, afirmou à ABC News que ele suspeita das circunstâncias que envolvem a morte do seu filho. "Eu acredito que foi um crime", disse Joe Jackson. "Eu acredito nisso." O patriarca da família Jackson afirmou que ele "não consegue acreditar que isso (a morte de Michael) tenha acontecido", desde que seu filho foi levado às pressas ao hospital no mês passado, com um aparente ataque cardíaco. A segunda autópsia pedida pela família deverá revelar mistérios que ainda pairam sobre a morte de Michael, disse Joe Jackson.

Diprivan

Os investigadores têm mantido o foco em um poderoso sedativo, o Diprivan, descoberto após a morte de Michael Jackson, na mansão alugada onde o cantor vivia. O medicamento é usado para levar os pacientes à inconsciência momentos antes das cirurgias nos hospitais. Especialistas afirmam que o Diprivan precisa ser ministrado apenas por anestesistas treinados.

O doutor Arnold Klein, dermatologista de Michael Jackson, disse à CNN no começo desta semana que estava ciente de que o cantor havia usado o medicamento no passado. "Eu soube, em certo momento, que ele estava usando o Diprivan quando fez uma turnê na Alemanha. Michael me disse que usava o Diprivan com um anestesista para dormir e eu lhe falei que ele estava completamente louco."

Mas Klein negou ser o fornecedor do medicamento. "Eu não dei a ele essa droga que todos estão falando", afirmou ele à emissora ABC em entrevista mais antiga. "Como eu poderia prescrever o Diprivan se eu nem sei como se usa isso?", questionou. Klein, que afirma ter tratado Michael Jackson durante três dias antes da morte do cantor, sugeriu que qualquer médico que tenha fornecido a droga ao astro deveria ser processado.

Outros relatos também apareceram a partir da investigação e eles incluem alegações de que o cantor usava Xanax, outro potente sedativo, e que uma vez ele teria chegado a tomar 30 comprimidos do remédio numa noite.

Sepultamento

Enquanto isso, aumentou o mistério sobre o local onde o corpo do astro será sepultado, logo antes do serviço memorial previsto pela família para acontecer na cidade natal dos Jackson, Gary, no Estado de Indiana. O caixão dourado do astro ficou no centro das atenções quando ocorreu a homenagem pública no Staples Center de Los Angeles, na terça-feira, mas não existe confirmação sobre quando o corpo será sepultado nem onde.

Desde o evento, vários rumores se propagaram de que o corpo foi enterrado no cemitério Forest Lawn, em Hollywood Hills. O site TMZ, especializado em notícias sobre celebridades, afirmou que os rumores são falsos. O "Los Angeles Times" publicou que o corpo foi guardado em local seguro e que a família ainda não tomou a decisão sobre onde e quando será sepultado. A incerteza sobre o destino final do corpo do astro levou a conjecturas de que ele pode ter sido sepultado no rancho de Neverland, ao noroeste de Los Angeles.

Michael Jackson vendeu mais de 750 milhões de discos durante uma carreira de quatro décadas, que foi marcada por acusações de abuso sexual contra crianças, sua impressionante transformação física e um comportamento excêntrico. As informações são da Dow Jones.

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