Chefe do Estado-Maior de Israel compara palestinos a câncer

Durante um discurso proferido ontem em uma assembléia de rabinos, o chefe do Estado-Maior de Israel, general Moshe Yaalon, disse que os palestinos representam uma ameaça "semelhante ao câncer", a qual deve ser "combatida até o fim", informou hoje o jornal Yediot Ahronot. Em seu discurso, Yaalon afirmou que a retirada israelense do Líbano em maio de 2000 foi interpretada pelos árabes como indício de que se pode obrigar Israel a fazer concessões por meio de ataques à sua população civil. O general disse também que a atual insurgência - ou intifada - começou há dois anos porque "eles (os palestinos) intuíram que uma solução política da disputa estava próxima e não queriam aceitar a presença permanente de judeus no Oriente Médio". "É imperioso que ganhemos este conflito de maneira tal que o bando palestino gravará a fogo em sua consciência que não tem possibilidades de alcançar seus objetivos por meio do terror", disse Yaalon. As declarações do general suscitaram fortes críticas por parte de políticos israelenses de esquerda, que acusaram o militar de extrapolar os limites. Na Cisjordânia, tanques israelenses, apoiados por helicópteros, invadiram hoje o campo de refugiados de Jenin e detiveram Jamal Abul Haji, dirigente regional da milícia islâmica Hamas. Protegidos por fogo intenso de metralhadoras, os soldados capturaram Haji em um edifício de três andares, informaram ativistas do grupo muçulmano. Em abril último, Haji perdeu uma das mãos durante um combate com as tropas israelenses.

Agencia Estado,

26 Agosto 2002 | 12h15

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