Chefe do Exército paquistanês quer solução para protesto

Funcionários do governo paquistanês disseram que o poderoso chefe do Exército, general Rasheel Sharif, pediu ao governo que entre em negociações com os manifestantes para resolver a questão da manifestação que acontece do lado de fora do Parlamento.

Estadão Conteúdo

20 de agosto de 2014 | 15h06

Sharif fez o pedido durante uma reunião realizada nesta quarta-feira com Shahbaz Sharif, o irmão mais novo do primeiro-ministro Nawaz Sharif. Os manifestantes exigem a saída do premiê por causa de acusações de fraude nas eleições do ano passado.

Os dois funcionários da área de segurança e um funcionário do governo falaram em condição de anonimato porque não estão autorizados a falar com jornalistas.

Também nesta quarta-feira, integrantes do Legislativo paquistanês reuniram-se enquanto milhares de manifestantes continuavam seus protestos do lado de fora do Parlamento.

Sharif e os legisladores entraram no prédio por uma entrada na parte de trás do edifício, ligada ao escritório do premiê, que é fortemente protegido. Na noite de terça-feira, os manifestantes derrubaram barricadas e conseguiram entrar na chamada "zona vermelha", área que abriga o Parlamento e outros prédios governamentais e que estava protegida com contêineres e barreiras de arame farpado.

Os protestos, liderados pela estrela do críquete Imran Khan e pelo clérigo Tahir-ul-Qadri, praticamente pararam Islamabad e elevaram os temores sobre a possibilidade de tumultos na capital.

Sharif recusa-se a deixar o cargo, mas o Exército pede uma solução. "A situação exige paciência, inteligência e sagacidade de todos os envolvidos para resolver o atual impasse", disse o porta-voz do Exército Asim Saleem Bajwa no Twitter. Ele disse que os prédios do governo na "zona vermelha" são um "símbolo do Estado" protegidos pelo Exército.

A televisão paquistanesa mostrou Sharif entrando na Assembleia Nacional, a câmara baixa do Parlamento, e se reunindo com parlamentares de todos os principais partidos, exceto o Tehreek-e-Insaf (Movimento Paquistanês pela Justiça), de Khan, o terceiro maior bloco do Legislativo.

Deputados de vários partidos condenaram a tentativa dos manifestantes de sitiar o Parlamento.

"Nós vamos frustrar esta conspiração e defender nossas instituições democráticas", disse Maulana Fazlur Rehman, líder do partido Jamiat Ulema-e-Islam (Assembleia de Clérigos Islâmicos) e aliado de Sharif.

Shazia Marri, parlamentar do opositor Partido do Povo do Paquistão, disse que "vamos lutar para garantir da democracia. Vamos lutar pela supremacia da Constituição." Fonte: Associated Press.

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