Chefe do Exército rebelde sírio pede armas ao Ocidente

O chefe do Estado-Maior do Exército rebelde sírio, general Salim Idris, esteve em Bruxelas nesta quarta-feira para pedir que a comunidade internacional apoie o grupo com armas e munições, para que, dessa forma, as forças rebeldes possam resistir aos ataques do regime do presidente Bashar Assad.

AE, Agência Estado

06 de março de 2013 | 10h26

Idris, chefe do Conselho Militar Supremo, disse que há a necessidade urgente de mísseis antitanque e antiaéreos para proteger a população civil.

O levante sírio teve início em março de 2011, com protestos contra o regime autoritário de Assad. Quando o governo começou a reprimir os manifestantes, a oposição pegou em armas e o conflito se transformou numa guerra civil. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 70 mil pessoas tenham morrido em consequência da violência.

Idris reclamou do fato de a Rússia e o Irã estarem ajudando o regime de Assad, ao mesmo tempo em que o Ocidente condena o presidente, mas não envia armamentos para os rebeldes.

"Enquanto não tivermos armas suficientes, munições suficientes, o regime vai se considerar poderoso e continuar matando", disse ele à Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, um agrupamento político do Parlamento Europeu.

"Se tivermos as armas e munições que precisamos, podemos dar cabo do regime no prazo de um mês", declarou Idris. "Estamos fazendo progressos reais. Uma grande parcela do leste do país foi libertado."

Está em vigência um embargo de armas da União Europeia (UE) contra a Síria. O Reino Unido tem feito pressão para que este embargo seja aliviado e, desta forma, permitir o envio de mais ajuda para os rebeldes, mas outros países da UE afirmam que mais armas é a última coisa que a Síria precisa.

A agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) disse nesta quarta-feira que o número de sírios que fugiram do país e buscam ajuda no exterior já supera 1 milhão. As informações são da Associated Press.

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