Chefe do Hamas se reúne com presidente egípcio e cita 'nova era'

O líder do Hamas, movimento islâmico palestino que governa a Faixa de Gaza, se reuniu nesta quinta-feira com o presidente egípcio, Mohamed Mursi, e elogiou a eleição dele como o início de uma "nova era" para o Egito e os palestinos.

MARWA AWAD, Reuters

19 de julho de 2012 | 17h56

Foi a primeira visita de Khaled Meshaal ao Egito desde que Mursi ganhou as primeiras eleições livres do país.

A fundação do Hamas foi inspirada na Irmandade Muçulmana de Mursi, o grupo islâmico mais estabelecido e antigo do Egito, mas o movimento palestino agora opera de forma independente devido à sua localização e ao conflito com Israel.

O Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza em 2007, é visto pelo Ocidente como um grupo terrorista por sua negativa em reconhecer Israel e renunciar à violência.

Meshaal e Mursi discutiram formas de garantir que Gaza, que compartilha suas fronteiras com o Egito, obtenha o gás e o petróleo que precisa, apesar do bloqueio israelense do território.

"Entramos em uma nova era na relação palestina com o Egito, o irmão maior e líder da nação árabe", disse Meshaal após a reunião. "Estamos encantados com o que ouvimos do presidente Mohamed Mursi e sua visão para gerir todos esses temas."

A reunião durou quase duas horas, o dobro do encontro de quarta-feira entre Mursi e Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina e líder do Fatah, rival do Hamas.

O Hamas foi isolado pelo Egito sob o governo do deposto Hosni Mubarak, antecessor de Mursi, assim como por outros países árabes e do Golfo, além do Ocidente.

O movimento tem apoio do Irã, da Síria e do grupo libanês Hezbollah, uma aliança construída sobre a hostilidade com Israel, embora o Hamas seja sunita e seus três aliados xiitas ou alauítas, com vínculos xiitas.

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