(AP Photo/J. Scott Applewhite, File)
(AP Photo/J. Scott Applewhite, File)

Chefe do lobby da indústria das armas nos EUA é contra leis mais restritivas para o porte

Prefeitos pediram ao Senado americano para adotar uma lei urgente que estabeleça um controle mais rígido da compra de armas

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2019 | 01h33

WASHINGTON - O chefe do poderoso lobby da indústria das armas dos Estados Unidos rejeitou pedidos de restrições mais rigorosas sobre armas nesta quinta-feira, 8, dizendo que isso não teria impedido os massacres do fim de semana no Texas e em Ohio.

Wayne LaPierre, diretor da Associação Nacional do Rifle (NRA), deu a entender que havia falado com o presidente americano Donald Trump desde que ocorreram os massacres do último fim de semana. "Não estou disposto a discutir (publicamente) conversas privadas com o presidente Trump ou outros líderes do tema", disse LaPierre em um comunicado.

"Mas posso confirmar que a NRA se opõe a qualquer legislação que infrinja injustamente os direitos dos cidadãos cumpridores da lei. A verdade inconveniente é esta: as propostas que muitos discutem não teriam evitado as horríveis tragédias em El Paso e Dayton."

Trump não reconheceu publicamente qualquer conversa com LaPierre desde os ataques.

Mas o jornal The Washington Post, citando fontes não identificadas, disse que o chefe da NRA advertiu o presidente em um telefonema na terça-feira,  6, contra o apoio às análises de antecedentes mais severas. Não ficou claro quem teve a iniciativa de ligar.

Após os massacres em El Paso, Texas, e Dayton, Ohio, surgiu um clamor por leis mais duras em relação ao porte de armas.

Na quinta-feira, 8, mais de 200 prefeitos pediram ao Senado dos Estados Unidos para dar luz verde para uma legislação, já aprovada pelos deputados, que exige uma verificação de antecedentes para todas as compras de armas e regularia as vendas secundárias. / AFP

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