Chefe do Pentágono escapa ileso de atentado ao pousar em base afegã

Ação frustrada. Homem rouba carro e invade pista em que aterrissaria o avião do secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta; tentativa de ataque ocorre 3 dias após um militar do Exército americano matar 16 civis, em sua maioria mulheres e crianças

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2012 | 03h02

Três dias depois do massacre de 16 civis afegãos por um sargento americano, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Leon Panetta, foi ontem alvo de um atentado frustrado. O ataque ocorreu poucos minutos antes de seu desembarque em uma base militar no sudoeste do Afeganistão.

Um civil afegão, funcionário da segurança da base Camp Bastion, roubou um veículo, cruzou a pista onde o avião C-17 de Panetta estava prestes a pousar e caiu em uma vala. O homem deixou o carro em chamas. A aeronave foi desviada para aterrissar em outra pista.

O episódio elevou a tensão em torno da visita de Panetta, programada havia meses, mas agendada com urgência depois da chacina de domingo. Panetta encontrou-se com o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, e com os secretários da Defesa, Abdul Rahim Wardak, e do Interior, general Bismillah Khan Mohammadi, para dizer que o responsável pelo massacre prestará contas à Justiça. O principal suspeito, um sargento de 38 anos, foi retirado ontem do Afeganistão.

Em solo, Panetta não fez nenhuma declaração sobre o ataque frustrado de ontem e seguiu o roteiro de compromissos.

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