Jonathan Ernst/Reuters
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Chefe do Pentágono sugere 'telefone vermelho' para falar com a China 

Em audiência na Comissão de Forças Armadas do Senado americano, Lloyd Austin defendeu que é fundamental ter uma linha direta de comunicação entre os militares e os membros do governo de EUA e China

Redação, O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2021 | 15h00

WASHINGTON - O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, sugeriu o estabelecimento de uma linha direta de comunicação com a China, seguindo o exemplo do "telefone vermelho" que conectou EUA e União Soviética durante a Guerra Fria e que continua vigente.

Em audiência na Comissão de Forças Armadas do Senado americano, Austin defendeu que é fundamental ter uma linha direta de comunicação entre os militares e os membros do governo de EUA e China.

"Acredito que devemos poder falar com nossos aliados e parceiros, mas também com nossos adversários ou potenciais adversários. Necessitamos uma linha de comunicação direta, é fundamental", comentou o chefe do Pentágono.

Austin disse que está preocupado com o comportamento agressivo da China na região Ásia-Pacífico porque, segundo opinou, algo pode acontecer e provocar uma crise.

Essas afirmações foram feitas após o secretário ordenar, na quarta-feira, que o Pentágono coloque a China e seu fortalecimento militar no centro da política de defesa americana, embora a estratégia a ser seguida seja confidencial.

O chefe do Estado-Maior dos EUA, general Mark A. Milley, que também discursou nesta quinta-feira na mesma comissão, advertiu que a China está desenvolvendo as suas capacidades militares em um ritmo muito sério e sustentado.

"Temos de assegurar que manteremos a nossa vantagem competitiva e tecnológica contra esta ameaça. A prontidão, a modernização e o poder de combate são fundamentais para dissuadir a guerra e manter a paz", observou Milley.

Aos senadores, Lloyd disse estar confiante que o pedido de orçamento de defesa de US$ 715 bilhões é suficiente para enfrentar o desafio de uma China cada vez mais assertiva.

"O pedido é motivado pelo nosso reconhecimento de que os nossos concorrentes, especialmente a China, continuam melhorando as suas capacidades", argumentou Austin na audiência sobre o pedido de orçamento para o ano fiscal de 2022. /EFE

 

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