EFE
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Chefe do tráfico 'El Chapo' está ficando louco e careca na prisão, diz advogado

Depois de meses sem ver o cliente, advogado do chefe do cartel de Sinaloa foi visitá-lo na prisão de Ciudad Juárez (norte) e o encontrou 'muito abatido'

O Estado de S. Paulo

14 Julho 2016 | 18h14

O chefão do tráfico mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán está ficando louco, careca e dependente de remédios pela "tortura psicológica" que as autoridades do México o fazem viver na prisão, denunciou um de seus advogados.

Depois de meses sem ver o cliente, José Refugio Rodríguez, advogado do chefe do cartel de Sinaloa, foi visitá-lo na prisão de Ciudad Juárez (norte) e o encontrou "muito abatido".

Segundo Refugio Rodríguez, o chefão de 59 anos pediu a sua defesa que agilize sua extradição para os Estados Unidos por estar desesperado por não conseguir dormir.

A extradição de Guzmán é pedida por um tribunal do Texas (centro-sul dos Estados Unidos) por homicídios, narcotráfico, formação de quadrilha, posse de armas e lavagem de dinheiro, enquanto que na Califórnia (sudoeste) é acusado de importar e distribuir cocaína.

Por anos, Guzmán foi o narcotraficante mais procurado do mundo. Em 1994, foi capturado na Guatemala e entregue à justiça mexicana, mas em janeiro de 2001 fugiu de uma prisão de segurança máxima.

Em 2014, foi recapturado, mas em julho passado voltou a protagonizar uma fuga espetacular de outra prisão, por um túnel quilométrico.

Em janeiro passado, voltou para a prisão e o governo mexicano, que inicialmente resistia a extraditá-lo, anunciou sua intenção de entregá-lo à justiça americana. / AFP 

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