Chefe dos bombeiros é demitido após tragédia na Rússia

Foi demitido hoje o chefe dos bombeiros da cidade russa de Perm, onde o incêndio na madrugada de sábado numa casa noturna matou 118 pessoas. Autoridades disseram que os registros de inspeção da casa noturna foram aparentemente falsificados.

AE-AP, Agencia Estado

08 de dezembro de 2009 | 16h10

Um alto funcionário do Ministério de Emergências, Yuri Deshyovikh, disse que as instalações da casa noturna foram aprovadas em 2003, por um inspetor do corpo de bombeiros que havia deixado o cargo no ano anterior. "Está claro que foi criminoso", disse ele, segundo a agência de notícias "ITAR-Tass".

O primeiro-ministro Vladimir Putin também reconheceu a ineficiência na aplicação de padrões de segurança contra o fogo. Incêndios devastadores nos últimos anos atingiram instalações de tratamento para dependentes de drogas, casas de repouso e casas noturnas. "É necessário admitir: as medidas que estão sendo tomadas são insuficientes e não são efetivas", afirmou.

Referindo-se às regras de segurança, Putin disse que "os empresários neste caso violaram tudo que havia para violar". "Eu não entendo como eles puderam usar, num local fechado, fogos de artifícios que tinham a instrução, escrita em russo, de ''uso proibido em locais fechados''", disse Putin.

Tragédia

O incêndio na casa noturna Lame Horse, na cidade de Perm, teve início na madrugada de sábado, quando fogos de artifício dentro do local incendiaram o teto, decorado com pedaços de madeira. O fogo se espalhou com grande velocidade, enquanto centenas de pessoas tentavam deixar o local por meio da única saída. Muitas das vítimas morreram porque inalaram gases ou foram comprimidas pela multidão.

Hoje, Putin fez uma visita a Perm, cidade de 1 milhão de habitantes, localizada cerca de 1.200 quilômetros a leste de Moscou. Ele depositou flores perto do local do incêndio e realizou uma reunião com funcionários locais, em meio a críticas e consternação.

Quatro pessoas, incluindo o sócio da casa noturna e o gerente do local, foram detidos sob acusações de violação dos padrões de segurança contra fogo e negligência, que causou a morte de duas ou mais pessoas.

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