Chefe militar da Coreia do Sul pede demissão

O chefe do Exército sul-coreano, general Hwang Eui-don, pediu demissão ontem por um suposto caso de corrupção. A saída do militar ocorre em um momento de tensão entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte, semanas depois do ataque norte-coreano que matou dois militares e dois civis sul-coreanos.

, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2010 | 00h00

A imprensa denunciou que Hwang multiplicou sua renda ao comprar um imóvel em Seul, em 2002, após saber antecipadamente de que seriam flexibilizadas as restrições para a construção de edifícios nessa região da capital. O general, que na época da compra ocupava o cargo de porta-voz do Ministério da Defesa, negou as acusações, mas decidiu se afastar do comando do Exército.

A saída é mais um revés para os militares sul-coreanos, criticados no país pela fraca resposta ao ataque norte-coreano a uma ilha no Mar Amarelo, uma região de fronteira disputada pelos dois países. Foi o primeiro ataque contra uma área civil na Coreia do Sul desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53). Na ocasião, Seul reagiu com artilharia, mas não usou ataques aéreos. Em seguida, os militares prometeram responder com bombardeios caso o incidente se repita.

Hwang é o segundo militar de alto escalão da Coreia do Sul a ser substituído desde o ataque. Após o incidente, o ministro da Defesa sul-coreano, Kim Tae-young, pediu demissão. A Coreia do Norte afirmou que apenas reagiu a um disparo em suas águas territoriais feito por Seul durante manobras militares.

O governo sul-coreano confirmou a realização de um exercício, mas negou ter disparado em direção ao vizinho. A Guerra da Coreia terminou com um cessar-fogo e sem acordo de paz, o que faz com que os dois países estejam tecnicamente em guerra desde então. / AFP

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