Chefe militar de Mianmar quer se reunir com líder oposicionista

General Than Shwe disse a enviado da ONU que participa de reunião se Daw Aung Suu Kyi aceitar precondições

Associated Press,

04 de outubro de 2007 | 11h31

O chefe da junta militar que governa Mianmar, general Than Shwe, disse ao enviado da ONU ao país nesta semana que irá encontrar-se "pessoalmente" com a líder opositora e prêmio Nobel da paz Aung San Suu Kyi, caso ela aceite precondições, informou a mídia estatal nesta quinta-feira, 4.  Veja também:Vídeo mostra violência e prisões em massa  População apóia protesto dos monges Junta militar liberta grupo de mongesUE aprova sanções contra regime militarEntenda a crise e o protesto dos monges Dissidentes cibernéticos driblam censura   Durante um encontro na terça-feira, 2, Than Shwe falou ao enviado Ibrahim Gambari que ele aceita reunir-se com Suu Kyi caso ela desista de incentivar a confrontação ao governo e pare de pedir que mais sanções sejam impostas ao país.  Na última semana, centenas de milhares de manifestantes liderados por monges budistas birmaneses saíram às ruas de Mianmar para pedir pelo estabelecimento da democracia no país. Na repressão aos protestos, estima-se que entre dezenas e centenas de pessoas foram mortas, e milhares presas. O regime militar birmanês, em vigor desde 1962, é um dos mais fechados planeta.  Após os incidentes, o nigeriano Ibrahim Gambari foi enviado ao país como representante da ONU, missão na qual manteve contatos com o general Than Shwe e com a ativista Suu Kyi. Durante o encontro com Gambari, Than Shwe disse que "em suas relações com o governo, Suu Kyi tem incentivado a confrontação, as sanções econômicas e todas outras sanções", informou a mídia estatal. "Se ela abandonar essa postura, o senhor general Than Shwe disse ao senhor Gambari que ele irá se encontrar pessoalmente com Aung San Suu Kyi", informou a mídia estatal.

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